Na Terra do Sol Nascente

Entrevista com Mauro Alex Rego, ex-estudante de design da UFBA e atualmente professor de design do CEFET-SC, que fez intercâmbio pro Politécnico di Milano, na Itália e pra Köln International School of Design, na Alemanha. Há algum tempo ele publicou um texto que fala sobre o outro lado da moeda de uma experiência fora do país. Vale a pena dar uma lida.

1. O que te motivou a fazer um intercâmbio?
A possibilidade de conhecer uma outra realidade de ensino foi a principal motivação. O fato de poder estudar com o autor de um dos livros preferidos [na época] também foi muito motivador pra poder buscar o intercâmbio.

2. Como você selecionou o país que gostaria de ir e a universidade que estudaria?
Na verdade foi ele quem me escolheu. Na época eu estudava na UFPR e o coordenador do núcleo em que eu trabalhava me ofereceu a oportunidade de ser o primeiro a participar de um acordo de cooperação com o Politécnico di Milano. O professor que seria meu chefe viria para o 7ºP&D, e foi lá que foi tudo acertado.
Já no intercâmbio seguinte, pra Alemanha, eu visitei a Universidade [que também já conhecia o Diretor do mesmo congresso] e me encantei com o modelo pedagógico deles.

3. Quais documentos teve que preparar?
Para a Itália foi tudo muito simples. Tem uma papelada padrão do consulado, mas o mais importante é a carta convite [que é expedida pela universidade] e a comprovação que você poderá se manter no exterior. Para a Alemanha foi um pouco mais complicado, pois mudavam as exigências monetárias [precisava de mais grana]. Não foi exigido proeficiência na Língua porque em ambas as universidades são oferecidos cursos em inglês, e se o aluno não sabe, é problema dele.

4. Como foi o processo de seleção?
Não houve. Eu pedi pro professores das instituições e rezei pra Deus. :P

5. A bolsa foi suficiente pra você se sustentar lá? Como se preparou financeiramente?
Eu trabalhei em ambos os locais. Na Itália a bolsa paga pelo Núcleo de Pesquisa no qual eu trabalhava era bem pequena e a vida em Milão muito cara. Assim meu pai me ajudava. Na Alemanha, a vida de estudante é muito barata e eu conseguia me manter com meu salário de meio período em um escritório de Design.

6. Fala um pouco sobre as universidades que estudou na Itália e Alemanha.
O Politécnico di Milano é uma das maiores Universidades de Design do mundo. Muitos estudantes de todas as partes do mundo. Como Milão é tida como capital do Design ela acaba sendo centor de referência. O maior problema dela é o inchaço: muitos estudantes por sala, o que acaba tornando você algo menor que um número, seu grupo é um número. E o foco é no resultado.
Outro problema é o tratado de Bologna que torna o curso bem mais “voltado pro mercado” deixa a pesquisa lá pro mestrado ou doutorado.
Na Alemanha, a Universidade é muito boa, turmas pequenas e um apoio grande do corpo docente. Foco no estudante, no processo.

7. Após o término da bolsa, quais foram as suas impressões sobre a importância desse tipo de oportunidade? O que ficou de bom?
A principal importância é abrir a cabeça. Você começa a entender que existem problemas bem maiores que “tipologia X tipografia” e que no Brasil estamos bem avançados, principalmente a movimentação estudantil.
Como dizem, você só se conhece, conhecendo o outro.

8 Alguma recomendação pra quem quer tentar um intercâmbio?
Não vão com olhinhos brilhando e achando que tudo lá fora é lindo e tudo no Brasil é ruim. As principais perguntas em sair do país, ao meu ver, devem ser: “Quais são meus objetivos lá fora?” e “O que isso vai contribuir com o meu país/faculdade/cidade?”
Eu escrevi no Design.com.br sobre minha experiência lá fora, pra quem tiver curiosidade: http://www.design.com.br/blog/estudar-na-europa-aprecie-com-moderacao

testando la la laaaaaaaaaaa

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